Todos os outros vieram Tentaram fazer-me rir Brincaram comigo Algumas vezes para rir e outras a sério E depois partiram Abandonando-me nas ruínas das brincadeiras E eu não sabia quais eram a sério. Quais eram para rir e Vi-me sozinha com ecos de risos Que não eram os meus. E depois tu chegaste Com os teus modos estranhos Nem sempre humanos E fizeste-me chorar E não pareceste importar-te que chorasse. Disseste que as brincadeiras tinham acabado E esperaste Até que as minhas lágrimas se transformassem Em alegria.
Não sei… Não consigo perceber o desconhecido, o incerto... Vagueando, um sorriso acalma-me, fazendo-me pensar positivo. Pensar em quê??? [...] A rua estava gelada… O vento parecia correr de um lado para o outro gritando. Estaria à procura de alguém? Ou estaria apenas perdido, procurando então companhia? Precisaria de atenção? Era-me impossível agarrá-lo. Atrás da árvore, a rua tornara-se escura. O vento não podia suspeitar que o observava, podia perceber que estava lá. Mas percebeu… Arrancou-me a folha das mãos, deixando-me com a caneta. Podia reescrever tudo outra vez. Lembrava-me de quase todas as palavras. Merecia o vento uma nova oportunidade? Sim. Mas não!!? Não teria o mesmo significado. Seria uma cópia! Ficou assim. Perfeito ou não. O momento foi passado para o papel. Estando agora preso no presente, passando a estar daqui a uns minutos escondido no passado… E quem sabe, sendo descoberto no futuro, no carinho das mãos de alguém…
vais tocar a opera infantil na orquestra da feira?..
beijinhos...